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Trevista com Arnaldo Antunes. <3ª Edição>

1. Na Mão - Vc já ouviu o silêncio??

(rs) Eu tô ouvindo o silêncio o tempo todo, porque o silêncio está entre os sons, entre uma palavra e outra tem silêncio, entre um som e outro tem gradações de silêncio, tem mais ou menos silêncio assim como se tem sons mais altos e mais baixos. Então o silêncio permeia tudo, é que nem o vazio, vc não anda pq vc tem pés, mas pq tem também espaço entre os pés e o chão.

2. Na Mão - Essa ligação que vc tem com as crianças, o que elas representam?

Eu aprendo muito com criança, eu tenho 4 filhos alguns já saindo da infância, minha filha mais velha tem 18 anos, aprendo mais com eles do que aprendem comigo.

3. Na Mão – Qual a sua interpretação da arte Contemporânea?

Eu acho que a gente vive numa época que cada vez mais estamos tendo um canal de comunicação entre as diferentes linguagens, teve a época do homem civilizado em que as linguagens eram separadas uma da outra. Artes plásticas para serem vistas, músicas para serem ouvidas, literatura para ser lida. Acho que vivemos uma época de restituir os laços entre os diferentes códigos.

4. Na Mão – Simpatiza ou tem com alguma causa política?

Tenho, devo ter (rs), é capaz que’u tenha (rs).

5. Na Mão - O que vc acha da força política liderada por Heloísa Helena??

Não me agrada não, quem tem muita certeza assim, não vale a pena, tem que ter um pouquinho de dúvida também, na verdade eu vou votar em Cristovam Buarque, eu queria votar nulo como forma de protesto porque a classe política realmente está deixando a gente muito indignado, mas votar nulo também não é uma solução. Então é o candidato mais razoável em todos os sentidos.

6. Na Mão – Gil enquanto Ministro da Cultura, corresponde às suas expectativas??

Sim, não só corresponde como surpreende muitas vezes, Gil é o Ministro da Cultura mais presente, mais corpo a corpo com a cultura.

7. Na Mão – Da cultura baiana...

Eu gosto de tudo, da vida, comida, religião, a Bahia é onde a cultura e a natureza não se diferem.

8. Na Mão – Uma mensagem para o público underground...

A coisa underground é não ter nenhuma mensagem, é revolucionária a nível de comportamento, vc pode não ter mensagem a dar, acho que é totalmente...não ter nada a dizer daí que vem o discurso mais específico.

9. Na Mão – Podia criar uma frase agora??

Podia dizer milhares de frases, mas vou dizer uma que’u já fiz: “Não há sol a sós.”

10. Na Mão – O que vc está lendo ??

Paulo Leminski sempre.

11. Na Mão – Vc ajudaria o nosso jornalex com xerox ou impressão??

Não entendi a pergunta. Ajudar como??

Acho que já estou ajudando dando essa entrevista.

Réplica Na Mão – Ainda acha...

12. Na Mão – E pq vc deu 1º a entrevista a TVE e depois pra gente??

Pq eles pediram antes de vc. Eles chegaram antes.

Réplica Na Mão - É pilha dele, a gente chegou bem antes.

Entrevista feita na Concha Acústica.

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